terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Crítica do filme Percy Jackson e os Olimpianos - O Ladrão de Raios

Enfim minha espera acabou. Eu, como fã da série de livros “Percy Jackson e os Olimpianos”, pude conferir o filme ontem (dia 08/02) na pré-estréia paulista. Fãs (e também não-fãs) assistiram pela primeira vez o filme Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios; adaptação do livro de Rick Riordan, com direção de Chris Columbus (responsável pelo primeiro filme de Harry Potter).

“Nossa! Poseidon dando uma de valentão para cima do seu irmão Zeus? Yippee ki-yay”. Logo no início do filme vemos uma seqüência imponente e já na abertura se espera algo grandioso, com batalhas entre deuses e mortais, cheias de efeitos especiais e trilha sonora capaz de te puxar para dentro do filme. Após a abertura caímos num ritmo um pouco mais lento, porém com algumas pequenas piadinhas para quebrar a monotonia; é dessa forma que somos apresentados aos personagens principais e importantes da trama.

Dentro dos trinta minutos iniciais vemos cerca de metade do livro. “O quê? Como?” você pode perguntar, mas isso é verdade. Não sabemos o motivo, mas Chris Columbus imaginou “O Ladrão de Raios” como um filme único, eliminando elementos do livro para simplificar a história e nos jogar numa trama parecida com a original, porém que se resumisse em apenas 120 minutos de filme.

“Ah! Então o filme é ruim”. Não. Pelo contrário, o roteiro adaptado se mostra eficiente para se iniciar e encerrar sem deixar pontas soltas para um segundo filme (ainda não confirmado). Uma jogada para evitar que se inicie uma franquia e que ela morra antes mesmo de terminar. Sai da trama a presença de Ares, como o responsável pelo início das “intrigas” e entra a jornada em busca das 3 pérolas que são as responsáveis por trazer o jovem herói dos domínios de Hades. Claro que se mantém a parte em que Percy precisa devolver o Raio Mestre de Zeus até o final do solstício, evitando a Guerra entre os Deuses e o fim do mundo.

O mundo mágico criado por Rick Riordan foi simplificado (com exceção da vista perfeita do Monte Olimpo), tendo suas “hilárias e curiosas” adaptações de um Monte Olimpo, e seus Deuses imersos na modernidade atual, caracterizados de forma “comum”. A história simples, porém objetiva e focada nas aventuras do jovem herói Percy, acaba eliminando certos pontos importantes da história. Não só Ares, o Deus da Guerra foi cortado, como também Clarice (sua filha), o Oráculo, sendo substituído por uns “conselhos” de Luke, e, o mais importante de tudo, Chronos não aparece. Por esse motivo, de ele não aparecer é que o filme não mostra indícios de ter mais quatro filmes pela frente.

Uma Thurman (Medusa), Pierce Brosnan (Quiron) e Sean Benn (Zeus) reforçam o elenco, mostrando atuações eficientes, mesmo que em papéis menores, porém não menos importante. Quem se mostrou muito bem em seu papel foi Brandon T. Jackson, responsável pelas cenas mais engraçadas e deixando sua marca no pequeno Sátiro, chamado Grover, resgatando muito do personagem do livro.

Meu conselho? Vá ao cinema! Entre tantos filmes novos que surgem sem ao menos fazer sentido (não citarei nome, pois, minha mãe me deu educação), “O Ladrão de Raios” se mostra como uma ótima opção para amantes de cinema e famílias que procuram por programas agradáveis num final de semana. Infelizmente o filme não agrada aos fãs dos livros, muito menos aqueles mais exigentes, porém a adaptação funciona como um ótimo blockbuster teen, tendo um pouco de mitologia e uma trilha sonora agradável (com interferência de Lady Gaga). A molecada vai suspirar a cada aparição de Percy Jackson (Logan Lerman), Annabeth (Alexandra Daddario) e Luke (Jake Abel), surgirão “OH!” para cada um dos Deuses que aparecerem em sua forma real ou mostrando um pouquinho do seu poder, que por sinal foi muito bem feito, e, por fim, morderão os lábios e sentarão na ponta da cadeira com a luta final entre Percy e o vilão da história (que não contarei quem é, óbvio).

A mim, um fã que adora os livros e gostou da adaptação cinematográfica, cabe ir pelo menos mais uma vez ao cinema e esperar por notícias de uma continuação e que, de alguma forma, mostrem interesse em iniciar os pontos necessários para que a história se desenrole por mais 4 filmes e não somente 120 minutos, afinal, todos os fãs gostam de ver seus livros preferidos ganhando vida na telona.

6 comentários:

  1. Concordo com sua opinião, nem sempre as adaptações ficam ao gosto dos fãs do livro, o que gera desconforto ao vermos um livro que gostamos na telona. Mais mesmo assim eu acredito que o filme consiga pontos para uma possível continuação

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  2. eu gostei da adaptação mas acho que deveriam(se sair o próximo filme) fazer com mais horas e ser um pouco mais fiel ao livro

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  3. Eu gostei do livro e do filme, sou fã de Percy Jackson e queria que o diretor tivesse sido mais fiel ao livro, mudou muita coisa. Foi tipo como se o livro tivesse sido só um contexto, pq o roteiro do filme está muito diferente do que fala o livro.

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  4. SIMPLESMENTE RIDICULO!
    esse filme foi a coisa mais ridicula que eu ja puder ver sair do livro pra telona...simplesmente ele usou os personagens do rick e fez um filme particular...esse cara nao teve competencia pra adaptar harry potter e agora veio fazer a cagada de uma obra perfeita! ele deve voltar pra escola!

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  5. como assim deixou espaço pra outro filme cronos nem sequer apareceu no filme,luke ficou como se tivesse apenas feito uma travessura,ares evaporou,o negócio é tirarem a licença de diretor desse chris columbus porque tudo o que ele toca vira bosta

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  6. Na boa, um fã de verdade não recomenda esse filme pra outro!
    Seu argumento de que o filme foi feito para ser único é contraditório. Seria muito mais digno ter feito uma adaptação mais fiel, que prestigiasse as ideias do autor e que acreditasse na sua obra - acho que quando se faz uma adaptação e se gasta 90 milhões com ela o mínimo que o roterista e o diretor devem fazer é acreditar no sucesso daquilo, se não acreditão então que nem façam...
    Eu fiquei decepicionado com o filme, odiei o Grover, não tem nada a ver com o livro. Desde quando o Hades é um vilão que quer tomar conta do Olimpo? A mitologia diz que o Hades é mto satisfeito com o mundo dos mortos dele... Pior, desde quando o Hades é o diabo?
    Podia inumerar os erros, mas isso seria quase um post e não um comentário.
    Por fim, deixo claro que esta é minha opinião, o que não tem nada a ver com a verdade.

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